quinta-feira, 17 de março de 2011

HISTÓRIA DOS FLORAIS





Era uma vez, e sempre era uma vez, dezesseis viajantes que iniciaram uma jornada pela floresta.
No começo tudo foi bem, mas após uma certa distância, um deles, Agrimony, começou a preocupar-se e a pensar que poderiam não estar no caminho certo.










Algum tempo depois, durante à tarde, conforme iam penetrando nas sombras da floresta, Mimulus começou a ficar com medo de que tivessem perdido a rota.




Quando o sol se pôs, a sombras aumentaram e os ruídos noturnos fizeram-se ouvir, e Rock Rose ficou aterrorizado e em estado de pânico.





No meio da noite, quando tudo estava escuro, Gorse perdeu a esperança e disse: " Não posso prosseguir. Continuem vocês, mas eu ficarei aqui até que a morte alivie meu sofrimento".



Por outro lado, Oak, embora sentindo que tudo estava perdido e que nunca mais veriam a luz do sol, disse: "Lutarei até o fim" e falou isso impetuosamente.




Scleranthus tinha uma esperança, mas às vezes, sofria muito devido à incerteza e indecisão, primeiro querendo seguir um caminho e quase em seguida outro.






Clematis prosseguia tranqüila e pacientemente, preocupando-se apenas um pouco em se cairia no sono ou se sairia da floresta.





Gentian, muito alegre na partida, caiu num estado de desalento e depressão.Os outros viajantes nunca tiveram medo, queriam continuar, e à sua maneira, queriam muito ajudar seus companheiros.



Heather estava certo que conhecia o caminho e queria que todos o seguissem.




Chicory não se importava com o final da jornada, mas era bastante solícito, procurando saber se seus companheiros estavam cansados ou tinham bastante comida.





Cerato não confiava muito em seu próprio julgamento e queria experimentar todas as trilhas para ter certeza de que não estava errado.




O meigo e pequeno Centaury queria tanto aliviar a tensão de todos, que estava pronto para carregar a bagagem de todo mundo. Infelizmente para o pequeno Centaury, ele geralmente carregava a carga daqueles mais capazes de suportá-la, porque eram os que pediam mais alto.




Rock Water, pressuroso para ajudar, deprimia um pouco o grupo porque criticava aquilo que achava que estavam fazendo de errado, mas, ele, Rock Water, conhecia o caminho.




Vervain também deveria conhecer bem o caminho e, embora tivesse ficado ligeiramente confuso, seguiu em frente pelo único caminho que levava à saída da floresta.




Impatiens também conhecia muito bem o caminho de casa, de modo que ficava impaciente com aqueles que andavam mais lentamente.




Water Violet já tinha andado antes por aquele caminho e mostrava-se ligeiramente orgulhoso e um pouco desdenhoso sem que os outros compreendessem por que. Water Violet achava-os inferiores.E no final todos conseguiram atravessar a floresta.Agora eles trabalham como guias para outros viajantes que não fizeram a viagem antes, porque sabem que há um caminho e porque sabem que a escuridão da floresta é formada apenas pelas sombras da noite. Caminham como heróis destemidos e cada um dos dezesseis viajantes ensina, à sua maneira, a lição, o exemplo necessário.






Agrimony libertou-se de todas as preocupações e vive fazendo brincadeiras.


Mimulus perdeu o medo.


Rock Rose nos momentos mais negros é o retrato da calma e da serena coragem.


Gorse, naquelas noites mais escuras, fala aos viajantes do progresso que farão quando o sol surgir pela manhã.


Oak resiste imperturbável ao vento mais forte;


Scleranthus caminha com plena certeza;


os olhos de Clematis estão fixos na alegria da chegada e nenhuma dificuldade ou revés pode desencorajar Gentian.


Heather aprendeu que cada viajante precisa seguir seu próprio caminho e tranqüilamente segue em frente, para mostrar que isso pode ser feito.


Chicory, sempre querendo dar a mão, mas apenas quando lhe pedem, o faz muito calmamente.


Cerato conhece muito bem os atalhos que levam a lugar nenhum e Centaury sempre busca aquele mais fraco, que acha muito pesada a sua carga.


Rock Water parou de acusar; passa o tempo todo encorajando.


Vervain não faz mais sermões; apenas aponta o caminho silenciosamente. Impatiens parou de apressar e se coloca entre os últimos para manter seu passo.


E Water Violet, mais parecido com um anjo do que com um homem, passa entre os companheiros como uma brisa morna ou um raio glorioso de sol, abençoando a todos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

ALECRIM DA HORTA


Alecrim da Horta (Rosmarinus officinalis)
Existem muitas histórias sobre o Alecrim. É de fato, uma planta conhecida há muitos e muitos séculos. Foi uma das principais plantas empregadas na antiguidade e era considerado como símbolo de amizade e lealdade.
Em alguns países, era utilizado para proteção contra bruxas e demônios. Em latim, significa orvalho do mar, já que cresce bem junto à costa . Existem várias espécies de alecrim – Baccharis dracunculifolia, Lippia Sidoides, que não são do gênero Rosmarinus e portanto, apresentam composição química diferente.
Hoje, falaremos do Rosmarinus Officinalis. Enquanto planta, é utilizada em cataplasmas e compressas , para dores musculares. Na culinária, por exemplo, entra na composição de pratos com carnes, em saladas, molhos. Algumas pessoas, a utilizam nos vasos, em conjunto com outras ervas, para tirar o mau olhado.
Na aromaterapia, o óleo essencial de alecrim, apresenta propriedades cardiotônicas, ele faz com que os batimentos cardíacos retornem à sua normalidade. Ele fortalece o ritmo cardíaco, principalmente quando se está amedrontado. É um estimulante mental, fortalece a mente quando o pavor e o terror entram no cenário do medo.
Clareia a mente, sendo capaz de dissipar dúvidas e indecisões. É conhecido como o óleo dos estudantes, pois ajuda a manter a atenção, a estimular a memória . Por ser antiespasmódico, age especialmente sobre os músculos, sendo eficaz como relaxante para os apertos típicos que acontecem em estados de medo.
Por ser um óleo digestivo, não só estimula a digestão, como também ameniza a indigestão. O óleo de alecrim, de acordo com seu princípio ativo (canfenona, cineol, verbenona, borneol, pineno), é indicado para aplicações diferentes. Por exemplo: o alecrim da horta com canfenona (lembra cânfora), não deve ser utilizado por pessoas com epilepsia, porém é excelente em casos de letargia, sonolência e preguiça, assim como em congestão nasal e pulmonar.
Já o alecrim com mais cineol ( eucaliptol), não é tão estimulante quanto o anterior, mas apresenta as mesmas propriedades de descongestão nasal e pulmonar. O tipo verbenona, é útil na proteção e tratamento de doenças degenerativas do fígado (cirrose, hepatite, intoxicações, icterícia e alcoolismo).
Nota: é importante citar, que mulheres grávidas e crianças, só devem utilizar óleos essenciais com a devida orientação e autorização médica. Não se auto-medique – nem com aromaterapia, florais, fitoterapia ou remédios alopáticos. Procure sempre um profissional capacitado para ajuda-lo.